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O que estamos fazendo de errado?

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Para prevenir as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, a população deve fazer muito mais que espirrar inseticidas e tirar a água do potinho.


Com os escândalos políticos dos últimos dias, muitos problemas foram deixados de lado no cenário nacional. Mas, infelizmente, eles ainda existem e a população corre sérios riscos, como é o caso das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. E não se engane, mesmo com o término do verão, as ameaças ainda continuam.

Apesar de anos de campanhas e conscientização do combate ao mosquito e aos focos, a população brasileira ainda sofre, e parece que cada vez mais, com as doenças transmitidas, haja vista que além da febre amarela no mundo e da dengue no Brasil, dois novos vírus surgiram com a mesma espécie de mosquito, como o chikungunya em 2014 e o zika em 2015. Segundo o Ministério da Saúde, no ano passado, mais de 1,5 milhões de pessoas no Brasil foram infectadas com pelo menos um dos três vírus.

Mas o problema é do governo ou da população? Segundo o médico, pesquisador e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e especialista que está há mais de dez anos à frente de pesquisas sobre larvicidas, Fernando Kreutz, 70% do foco do mosquito Aedes Aegypti está nas residências e, geralmente, surge a 50 metros de onde estamos, então é fundamental que a população seja a protagonista no controle deste inseto.

Entenda melhor

De acordo com o professor Kreutz, hoje, o grande desafio ainda é o combate ao vetor desses vírus. “O Aedes Aegypti é um mosquito que evoluiu muito e tem umas peculiaridades que a população precisa ter conhecimento. Como, por exemplo, preferencialmente ele pica as pessoas que estão com febre. Ou seja, se você tem dois indivíduos na mesma sala, um está com febre e o outro não, o mosquito tem a preferência por aquela pessoa que está com febre”, explica.

Outra informação importante segundo ele é que é a fêmea do Aedes Aegypti o transmissor, pois no momento que esse mosquito pica uma pessoa, é que efetivamente vai se contaminar e transmitir o vírus nos ovos que colocará depois. “E são cerca de 1.500 ovos que apenas um mosquito fêmea coloca, mas que estão todos contaminados com esses vírus. Então percebemos a exponencial geométrica que temos em relação a disseminação da doença através do vetor”, conta o professor.

Velhas e novas formas de combates

O professor Fernando Kreutz pontua, no entanto, que para combater o mosquito utilizando apenas inseticidas hoje é praticamente inviável. Daí podemos ter uma ideia do porquê também de tantas pessoas continuarem sendo contaminadas. “Imagina a dificuldade que uma pessoa pode ter para matar 1.500 mosquitos apenas com um inseticida?”, argumenta.

Além disso, ele diz que os inseticidas e até o Fumacê que o mercado utiliza, possuem vários aspectos negativos. “É sistematicamente dito e afirmado por diversas entidades, que esses inseticidas não tem uma ação efetiva no combate ao Aedes Aegypti, pois esses insetos já podem ter desenvolvido uma resistência a esses produtos, sem contar que a utilização em excesso provoca ações tóxicas nas pessoas”, afirma.

De qualquer forma, essa estratégia na sua visão é pouco efetiva, ou seja, matamos o mosquito que está voando, mas não no estado larval.  A estratégia teria que ser, obrigatoriamente, pela eliminação do vetor. Claro que ele recomenda eliminar potes com água parada, mas, não deve ser a única estratégia, pois assim como o mosquito, os ovos e larvas também ficaram mais resistentes.

As ações mecânicas são importantes e devem continuar sendo estimuladas, porém tem muitas delas que também são impraticáveis na vida diária. Quem tem tempo de ficar 30 minutos lavando as plantas dos jardins? São ações do cotidiano diário que se tornam inviáveis. - Professor Fernando Kreutz
Segundo Kreutz, o mercado já desenvolveu e traz agora um larvicida biológico de uso doméstico, que as famílias podem usar nas suas residências também para combater a larva do mosquito Aedes Aegypti. “A disponibilidade de um larvicida biológico que não tem risco algum para a população do ponto de vista de toxicidade, é uma forma muito eficaz de auxiliar no processo de controle da larva, porque se a gente conseguir controlar a larva, dentro das nossas residências, vamos eliminar a grande maioria do foco e concentração de mosquitos”, pontua.

O professor da PUC-RS reforça, no entanto, que essa deve ser uma ação complementar as outras que já existem, mas de suma importância. “Temos que criar essa estratégia de utilizar larvicida biológico dentro da residência. Claro que temos que continuar com os inseticidas domésticos e repelentes para aqueles que estão voando ao nosso redor, bem como as ações mecânicas de tirar o pote de água, fechar a caixa d’água, entre outros, mas se a gente não diminuir a carga de mosquito eliminando a larva de maneira efetiva, essa batalha será linear, não vai ter repelente e nem o que me proteja da quantidade do mosquito que estará ali”, reforça.

Larvicida e microcefalia

Nos últimos meses, houve um grande alarme nas mídias sociais e nos canais de informação, vinculando o uso de larvicidas na água a epidemia de microcefalia no País. A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) já esclareceu em nota que pesticidas, larvicidas ou outros produtos químicos não são responsáveis pelo aumento do número de casos de microcefalia, apenas que considera perigoso que o controle do mosquito Aedes Aegypti seja feito principalmente com larvicidas.

De acordo com o professor da PUC-RS, é preciso diferenciar esses produtos químicos dos biológicos para não causar insegurança na sociedade. “Primeira coisa que a gente tem que esclarecer é que existe larvicidas biológicos e químicos. Qual a grande diferença entre os dois, é que o químico pode trazer complicações de ordem toxicológica para a saúde das pessoas, pois tem um efeito residual no ambiente, já o produto biológico, por outro lado, não”, considera.

Kreutz explica que o larvicida biológico trata-se de uma bactéria que eles estão estudando há muito tempo e foi descoberta na década de 1950. E quando produzem essa bactéria ela passa por um processo de fermentação, no qual ela produz uma proteína completamente inofensiva aos seres humanos, mas quando aplicada na larva do mosquito, para ele é uma toxina no seu intestino.

O professor esclarece ainda que isso só acontece em determinados tipos de larvas. Ou seja, outros insetos como a abelha que fazem parte do nosso ecossistema, não são atingidos.

“Esse é um produto utilizado há 50 anos na agricultura e, agora, transformamos essa tecnologia em produto de uso doméstico. Um processo que se soma aos cuidados mecânicos que precisamos ter no dia a dia”, enfatiza e conclui.

Afinal, jogar ou deixar o pote?

Você sabia que, recentemente, saiu na mídia que a melhor estratégia para combater o mosquito Aedes Aegypti não é retirar todos os recipientes que acumulem água limpa do ambiente, mas, sim, colocar potes de água para a fêmea do mosquito botar os ovos e, só depois jogar essa água fora? A ideia é do médico veterinário e professor de imunologia da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), André Luis Soares da Fonseca.

Para o professor Kreutz, o raciocínio do professor André Luis é lógico, porém, ele não recomenda.  “Isso porque se a pessoa descuidar, passar um fim de semana fora, por exemplo, pode surgir um monte de mosquitos. A ideia é racional, mas do ponto de vista prático, é perigosíssimo”, opina.

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Texto: Juliana Klein / Foto: ©Africa Studio/Shutterstock.com


08-07-2016 04:48:46